Nossa história começa em 1927, com o nascimento da Colônia de Belo Horizonte e com a chegada dos pioneiros e sua fé. Começa aí também a história do cultivo de uma rosa no sul do Brasil. Numa terra escolhida, os luteranos dos primeiros tempos sentiram a necessidade da palavra de Deus e tendo fundado a Comunidade, em seguida criaram a escola.

Assim, em 1929 nasceu a Deutsche Evangelische Schule, inspirada no ensino das letras e da Bíblia e alimentada pela perseverança. Começa uma dedicação ao educar que prossegue até hoje. 

Em 1931 foi construída a primeira escola, um prédio de madeira na esquina da Rua Dahne de Abreu com Rua Arnoldo Schneider. 

Com o desencadeamento da segunda guerra mundial e a proibição de falar o idioma alemão em território brasileiro, a escola foi fechada em 1942 e interrompeu suas atividades por 6 anos voltando a ser reaberta em 1° de março de 1948 como Escola Frederico Mentz, substituindo a Deutsche Evangelische Schule e oferecendo o curso primário completo, da primeira à quinta série. A Comunidade voltava à luz do sol para educar seus filhos. 

Em 1951 foi criado o Jardim de Infância com a preocupação em dar uma formação completa desde a mais tenra idade.

Em 1959 começou a funcionar o Curso Ginasial de Comércio. Além da Escola Frederico Mentz, também passou a existir a Escola Técnica de Comércio Frederico Jorge Logemann. Com a criação do curso Ginasial de Comércio, a escola passou a receber alunos do interior do município e de municípios vizinhos. Assim, a direção da Escola preparou a parte baixa do novo prédio, instalando cozinha, refeitório e dormitórios para receber alunos em regime de internato. O internato funcionou até o ano de 1972. 

A partir de 1962, a Escola de Comércio passou a ser denominada como Colégio Comercial Frederico Jorge Logemann e foi instalado o Curso Técnico em Contabilidade. Em 1975 deu-se a instalação do curso Técnico em Mecânica em parceria com a empresa SLC S/A e com o SENAI/RS.

Em 1976, as denominações do Colégio Comercial e Escola Frederico Mentz foram unificadas sob o nome de Escola de 1° e 2° Graus Frederico Jorge Logemann.

A fase pós-guerra marcou definitivamente os rumos do Colégio que em 1954 começou a construção do prédio principal, obra que levou 10 anos. Em 1965 veio o prédio industrial, onde atualmente está instalada a Educação Infantil, erguido com auxílio da organização alemã “Brot für die Welt”. Seguiu-se a construção do ginásio de esportes, de 1982 a 1989, e a inauguração da cabana do Jardim de Infância em 1986.

A chegada dos anos 90 foi recebida como um desafio de adaptação aos novos tempos que exigiam atualização, modernidade e, sobretudo, planejamento cuidadoso, ânimo e perseverança. Em 1992 foi traçado um plano de metas e ação que incluía o aumento do número de alunos de 400 para 1000, reformas completas no prédio desde a infraestrutura hidráulica e elétrica até ajardinamento e construção de laboratórios. Houve assim a duplicação do espaço físico, com a inauguração, em 1988, do complexo administrativo, pedagógico e cultural com três andares, onde concentram-se a administração, biblioteca, salas especiais, oito salas de aula e um moderno auditório com 188 lugares. Além da modernização dos ambientes, investiu-se também na melhoria do material didático-pedagógico.

Em 1993 a Escola obteve a aprovação do Curso Técnico de Processamento de Dados e a primeira turma foi aberta em 1994. Em 1996, houve a aprovação do início do Curso de Suplência de 1° Grau e, em 1997, a aprovação e início do Curso de Suplência  de 2° Grau.

Em 1999, a Escola passa a ser chamada de Colégio Frederico Jorge Logemann, com aulas para educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e os cursos técnicos de Contabilidade, Mecânica, Informática, além das suplências de 1° e 2° graus.

Novos tempos chegaram e novas respostas foram oferecidas com programas de incentivo à capacitação e aperfeiçoamento do quadro de funcionários, satisfazendo com qualidade a exigência de titulação para o desempenho profissional.

Com o passar dos anos, metodicamente, foram criados os novos e atualizados laboratórios, interligados por fibra ótica, dando consistência aos novos cursos  criados e sedimentando a base para o surgimento da faculdade.

Com a missão de promover a formação integral do educando e atendendo aos anseios da comunidade de Horizontina e região, em dezembro de 1999, o Colégio Frederico Jorge Logemann lançou o projeto para a criação da Faculdade Horizontina – FAHOR. O projeto foi coordenado pela equipe diretiva do CFJL com ampla participação da comunidade horizontense.

Em 2008, mais uma vez a denominação da escola foi alterada para Centro Tecnológico Frederico Jorge Logemann, um pólo educacional de referência, sem nunca, porém perder o centro que norteia nossa instituição: o pensamento e a postura de fé de Martinho Lutero, o que deu origem ao jeito de ser dos luteranos, que sempre tiveram um compromisso profundo com a educação em todos os níveis e a defesa da fé como valor máximo da vida, que nos impulsiona a viver, a não ter medo de fazer nem de lutar.